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Por Maurício Targino
Campeão da Libertadores e do Mundial com o Peñarol.
Campeão da América com o Uruguai.
Campeão brasileiro com o Galo.
Melhor goleiro da história do seu país.
Sucessor do maior de todos, Lev Yashin. Ungido pelo próprio e sempre trajado de negro, tal qual o mestre.
Entrou para a história por causa de um jogo. Por causa de dois lances. Por causa de um jogador.
Mazurkiewicz cobra mal o tiro de meta.
Pelé chuta de primeira, antes que abola chegue ao meio de campo.
Mazurkiewicz defende.
Pelé deixa a bola passar.
O camisa 10 dá a volta em Mazurkiewicz.
Conformado, apenas espera a conclusão da obra-prima no estádio Jalisco.
Pelé chuta. Para fora.
Tantos títulos, tantas defesas. E o que fica para a eternidade? Duas jogadas como mero coadjuvante.
Vida de goleiro é foda.
Descanse em paz, Mazurka.
*Maurício Targino é torcedor do Sport e colaborador deste blog.
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Feliz aniversário, Zidane. Jogador garboso, sábio da arte de jogar com elegância, carrasco-gênio, frio, referência, clássico: somos seus órfãos.
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Uma entrevista sobre o Notas Futebolísticas com crítica ao jornalismo, dicas de leituras e explicações sobre as pretensões deste blog.
“O mercado jornalístico não é tão preconceituoso, inclusive até reverteu, parece que é obrigatório ter mulher na redação, os donos dos veículos parecem querer a mulher falando sobre futebol em rádio e tv, mas muitas vezes porque preferem carinha bonita a quem tem conteúdo para falar. Tem essa questão, tem muito mais participação porque é uma mulher, e não porque ela sabe.”
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Hoje, faria 100 anos.

Comandou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Foi goleiro do Botafogo e Palmeiras.
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Causos do futebol – Aymoré na Copa de 70 como consultor da Revista Placar
Pepe e Amarildo falam de Aymoré
Breve biografia
Centenário de um Mestre
Publicado em Aniversários | Etiquetado Amarildo, Aymoré Moreira, Botafogo, Chile, Copa do Mundo 1962, goleiro, Palmeiras, Pepe, Seleção, treinador | Deixar um comentário »
O concreto mistura-se com a areia, com o barro e com a vegetação espontânea que brota entre as vigas e pré-moldados ainda não assentados. Com passos rápidos, trabalhadores vindos de todos os lugares do Brasil suam no calor do sempre imprevisível outono gaúcho. São migrantes por necessidade, andarilhos do trabalho. Organizadas e focadas, operam máquinas monstruosas e carregam cada pedaço da construção. Caminhões, guindastes, gruas movem cargas que vão além da capacidade daqueles homens-formigas.
Ao longo dos dias, o crescimento é visível. Ergue-se uma estrutura impressionantemente grande de mais de 600 milhões de reais para, paradoxalmente, explorar uma das atividades mais simples, lúdicas e apaixonantes. Ainda não há gramado, as quatro linhas são apenas imaginárias, as traves aparecem somente como sombras, a bola nem sequer foi convocada. O palco não tem plateia, mas exibe lugares confortáveis e vistosos na forma de arquibancadas robustas, embora frias.
Do alto, a fotografia da chegada à Porto Alegre se modifica. Os pedacinhos faltantes dão a impressão de uma maquetezinha, montada com pecinhas de brinquedo que se encaixam. Colossal, mas cinza, não-tricolor, até contrastando com os dias azuis da Capital. A Arena ainda é apenas um gigante adormecido, ainda sem vida, sem grito, sem torcida, sem futebol, ainda sem história.
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É inegável a propriedade, capacidade e qualidade com que a Rede Globo produz suas telenovelas. A emissora é uma referência em todo o mundo quando se trata do gênero. Por esse pressuposto, me surpreendi com as cenas de futebol do capítulo de abertura de “Avenida Brasil”, nova novela das 21h. Não sou fã desse tipo de produto, muito menos tecnicamente entendida, mas fui atraída, por curiosidade, pelo apelo com o esporte.
Mesmo que consideremos tratar-se de uma “obra” ficcional, não é possível relevar a barriga de Murílo Benício e os passes desajeitados do “craque” do Flamengo. Em pleno 2012, esperava-se uma produção elaborada e melhor mascarada pelos efeitos visuais. O jogo em que o “atacante” (mais acima do peso que Ronaldo no final de carreira) se consagra não merece outra adjetivo senão ridículo.
Não é preciso entender (de novela ou de futebol) ou pesquisar demasiadamente para comprovar, em comparativos de telenovelas da própria Globo, o quanto as cenas da atual trama nos maltrataram. “Irmãos Coragem”, por exemplo, tanto no remake em 1995 quanto na original em 1970, apresentaram takes convincentes e que chegam perto de reproduzir uma realidade.
Irmãos Coragem (1970)
Vereda Tropical (1984)
Irmãos Coragem (1995)
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