Richarlyson fez a “dança da bundinha”, ouviu em rede nacional o cartola José Cyrillo insinuando que ele é gay, viu sua queixa-crime ser arquivada, usou aplique capilar e, agora, cantou música do Fábio Júnior (vídeo abaixo). No entanto, fato mesmo é que o jogador tem características que lhe credenciam a ser titular em um clube como o São Paulo.
Mas quem se importa com o desempenho em campo do volante (aliás, não foi bem na estreia da Libertadores, contra o Monterrey) se nem parte de sua própria torcida não o respeita? Fácil perceber que Ricky divide opiniões dentro e fora do clube. A Independente, grupo organizado do tricolor, não grita o nome do atleta antes do início da partida. Às vezes é até hostil, xingando o jogador.
Tenho duas pequenas ideias sobre o assunto.
Primeiro tópico: Richarlyson é um homem com brios, é corajoso. Não é de seu feitio privar-se de fazer o que gosta por ser um sujeito público. Não se vale do que os outros vão pensar ou falar. Desafio você, leitor, a citar outro jogador com tamanha personalidade – não vale esses que vomitam polêmicas.
Segundo tópico: assim como qualquer outro, Richarlyson, com seus 27 anos, sabe das conseqüências do que faz. Age com consciência. Tem assessoramento de um pai ex-jogador, de um irmão da área, de profissionais da comunicação e de dirigentes experientes. Não lhe faltam aconselhadores. Portanto, concluo: o volante sabe o que faz dentro e fora de campo. O resto é homofobia.
Ricky canta”Eu Nunca Estive Tão Apaixonado”:
Foto: Nilton Fukuda/AE
Juliana de Brito

E aí, menina; como vai você? Muito legal seu blog! Grande bjo.
Grande professor Demétrio,
Vou bem e você? Voltando às aulas em breve? Obrigada pelo elogio. Apareça por aqui mais vezes. Sou presença confirmada no Blog do Dê, muita cultura boa. Dia desses, vem aqui na rádio Unisinos para fazer alguma análise das coberturas da nossa imprensa. Aceitamos sugestões de pautas também.
Beijo.
Juliana de Brito
Richarlyson me lembra aquela piada do Analista de Bagé, sobre o sujeito que entra em um bar cheio de caminhoneiros, de minissaia, salto alto e pedindo fanta uva. O analista pergunta porque ninguém fez nada contra ele e os caminhoneiros respondem: “Pra entrar num lugar como esse vestido desse jeito, tem que ser MUITO MACHO.”