Avenida x Grêmio apresentou um único alento aos masoquistas que se submeteram à análise do jogo sem álcool no sangue: um lateral-direito. Edílson não é extraordinário, mas demonstrou ter os fundamentos da posição, é um especialista, é um lateral, enfim. Àqueles que por muito tempo conviveram com nulidades, é um fio de esperança.
Edílson fez boa estreia. Defendeu sem parcimônia, simplificando as perigosas jogadas do adversário. Também subiu ao ataque com freqüência, inclusive para marcar o gol. Afora as cobranças de escanteios, sempre curtas e fracas. A propósito disso, Silas não parece ter definido um cobrador de corners. Já Edílson não ganhou a chance cobrar faltas. Ao que dizem os rumores, uma de suas especialidades.

Edílson esconde a cara, mas mostra a pinta
Passaram, nos últimos anos, pela avenida direita gremista, o ótimo zagueiro Mário Fernandes, o lamentável Joílson, o coitado do Ruy, o meia Souza, o operário Paulo Sérgio, o incontestavelmente ruim Bustos, o malquisto Patrício, o acima da média Felipe Mattioni. Se não citei alguém, provavelmente é porque tal jogador não tinha qualidades suficientes para se sentir sua ausência, assim como a maioria dos lembrados acima.
Exceto Souza – jogador de meio-campo e ponto final – e Mário – atua com superioridade na função –, desde que voltou da segunda divisão brasileira, o Grêmio foi desastroso nas escolhas de contratações para a função. Sempre insistiu em jogadores medianos com a perspectiva que se transformassem em grandes jogadores só porque atuariam em um grande clube. Edílson dá um alento para os carentes gremistas.
Rodrigo, o outro estreante da noite, fez à risca o que havia prometido. Jogou com simplicidade. Talvez tenha beirado o simplório. As mudanças na volância melhoraram o meio-campo. Nada de muito animador. Podem trocar as caras, mas dificuldades defensivas do Grêmio continuam as mesmas.
Foto: Diego Vara/ClicEsportes
Juliana de Brito
Paulo Pelaipe trouxe em 2007 um lateral-direito da Geórgia. Quem não se lembra da contratação do Jucemar?
No meu pôster do Grêmio campeão gaúcho daquele ano, lá está o carequinha. Que horror!
E tinha gente que gostava das contratações do Pelaipe.
Ju, o Edilson parece ser um bom jogador. Mas por que será que o Meira não foi atrás do George Lucas, hein? 2003 ele foi decisivo.
E o Ânderson Pico, hein? Juntamente com o Rudinei, espero nunca mais vê-los nas proximidades do Olímpico.
Grande abraço.
Artur,
Bem lembrado. Jucemar! Na verdade, é melhor nem lembrar.
Não tem como saber o que passa na cabeça do Meira. Mas, em uma avaliação geral, ele fez boas contratações. Só vamos saber se realmente foi bom negócio se a consequência for um título. Anderson Pico está treinando em separado no Olímpico.
Abraço.