“A vida é um eterno perde e ganha”. Já dizia Marcelo D2, ao qual não tenho nenhuma admiração ou apego: “Um dia a gente perde, no outro a gente apanha” ou “um dia a gente perde, no outro a gente ganha”. Não sei bem, pois a letra se abrigou na minha mente sem permissão, por osmose. O negócio é que quando se refere a Bruno Fernandes das Dores de Souza eu preferia a aplicação da primeira frase. Não alimento nem desejo sentimentos ruins ao goleiro do Flamengo. Mas Bruno nunca me convenceu, nunca me persuadiu.

"O que o mundo chama de mérito e valor são ídolos que têm apenas nome, mas nenhuma essência. A fama que vos encanta, vós altivos mortais, com um doce som, e que parece tão bela é um eco, um sonho, melhor que um sonho, uma sombra, que a cada sopro de vento se dispersa e desaparece". Segura essa do Torquato Tasso, Bruno
Apesar de uma trajetória de sucesso, sempre apresentou oscilações. Começou no Atlético-MG, como reserva de Danrlei, foi para o Corinthians, onde já demonstrou todas suas dificuldades de relacionamento quando sequer vestiu a camisa do clube e, então, chegou ao Flamengo. Tornou-se líder, ídolo e titular.
Porém, demonstra, cada vez mais, ter traços de um boçal em sua personalidade. Quem sou eu para julgar caráter de jogador de futebol, afinal? Ninguém. Mas ainda acredito na utopia de que nossos “heróis” devem ir além do bom futebol – o que, de todo, não é o caso de Bruno –, e inspirar bons exemplos em nossos jovens (vide Victor).
Não raro, penso que o goleiro rubro-negro tem uns quarenta anos de idade. Fala muito e com a segurança de quem já viveu o bastante para habilitar suas opiniões. Mas não. Bruno é imaturo com seus 25 – cinco atuando como profissional. Na semana passada, fez pior que em muitos de seus frangos. Questionou: “Quem de vocês aí nunca saiu na mão com a mulher?”. Pessoas que não estão na cadeia ou não têm problemas mentais, responderam com um “não” óbvio.
Daí me vem com a falácia de que Bruno tem que fazer dentro de campo, que pegou dois pênaltis no clássico contra o Vasco (na sequência, pela Libertadores, de novo, perdeu, apanhou). É em atitudes que se criam ídolos. E Bruno se embaraça sempre que parte para a ação. Tem um discurso perturbado, como Souza – com a diferença que o meia gremista deve ser um pouco mais inteligente. O arqueiro ganhou minha antipatia com frases do tipo “Torcida atrapalha” e notícias como “Bruno, do Flamengo, é acusado de agressão”. Eis um ídolo que não sabe admitir o próprio erro ou o mérito do adversário. Bruno deve baixar o tom – e a mão.
Opa!
Fotos: Arquivo O Globo e Eduardo Peixoto, Globoesporte.com
Juliana de Brito

Impressionante como a imprensa do eixo não deu a devida repercussão para essa notícia.
Se fosse jogador do Grêmio…
o bruno é tão “bom” goleiro quanto o felipe, do corinthians. faz jogos excepcionais de vez em quando, mas falha em bolas muito fáceis. além de achar que é muito mais goleiro do que realmente é.
@Marcelo
não sei de onde você é, mas aqui em são paulo essa declaração do bruno teve repercussão grande o bastante pra virar piada em toda roda de amigos. até pessoas não ligadas em futebol ficaram sabendo dessa infelicidade do camisa 1 da gávea
Como diria o Romário: O Bruno calado é um poeta…eheheeh
Bruno além de bater roupa no gol, bate em mulher. Péssimo exemplo profissional.
Juliana, eternamente DEUSA!