Os espectadores mais exigentes – ou exageradamente ansiosos – já bufavam críticas no terceiro dia de Copa do Mundo pela sonolência dos jogos. Talvez estivessem sob influência dessa empolgação inevitável e aumentada pela imprensa. Aliás, a crônica esportiva, em sua maioria, desacreditava do atual selecionado da Alemanha, com muito choro devido os desfalques. Os leigos, que não acompanharam os alemães nem nas Eliminatórias, acreditavam muito mais em um grande jogo do que os ditos especialistas. E os torcedores estavam certos. Özil, 21 anos, foi um dos destaques da goleada de 4 a 0 sobre a fraca Austrália. Grandes armações e bonitos lances. Parece que nada errou, o garoto. O personagem do dia, Özil, é o retrato desta seleção: juvenil e forte.
Foto: AFP
Juliana de Brito

De fato, Özil jogou demais. Talvez só tenha recebido uma chance por conta da lesão do Ballack, de quem nunca fui admirador. Pelo contrário. Acho que se o Chelsea também tivesse Özil no lugar do lento e burocrático Ballack, Felipão poderia ter se dado melhor por lá.