Vida de lateral-direito não é fácil. Mas diante da Coréia do Norte, com um pouco de empenho, até Joílson passearia nas costas dos vermelhos. Para os ainda saudosos de Cafu – titular da posição por mais de dez anos não é para qualquer um –, Maicon chega impondo suas valorosas qualidades: força física e apoio ao ataque. Na estreia da seleção brasileira, seu debut em Copas do Mundo, o hamburguense teve facilidade para jogar, mas poderia ser acompanhamento por mais alguém. No fim, apenas dois jogadores não devem ser culpados pelo fraco desempenho, principalmente criativo, do escrete de Dunga: Robinho (sim, Juliana) e Maicon. Entrega e correria foram as características desses destaques. Além disso, o lateral da Inter abriu o placar em uma jogada sem ângulo. Um cruzamento que entrou no gol. “Culpa da Jabulani”, choram os norte-coreanos. Fato é que Maicon mereceu o triunfo e ajudou na vitória. Em Copa do Mundo, amigo, o resto é acessório.
Foto: Getty Images/Site da Fifa
Juliana de Brito

O Maicon só não foi melhor porque sentiu a pressão da estréia no primeiro tempo (como todo o time, principalmente Kaká e Luís Fabiano, que estavam completamente perdidos) e porque o Elano demorou a apoiar as subidas dele. Até aquele momento, eles ficavam se alternando, nunca subiam ao mesmo tempo, como se estivessem com medo de um contra-ataque da “poderosa” Coréia do Norte.
Robinho foi mais participativo do que costuma ser, mas ainda muito abaixo do que se espera de um atacante da seleção brasileira, especialmente contra uma equipe tão frágil. Logo no início da partida, ele fez uma jogada pela esquerda que desmontou a defesa coreana, mas depois passou um bom tempo sumido. Foi muito mais atuante quando o Dunga recuou ele pro meio-campo no lugar do Kaká.
E falando no anão, Felipe Melo, Gilberto Silva e Elano contra a Coréia do Norte!? Contra Portugal nós vamos ter algum atacante ou será que ele vai entrar com cinco volantes?