Atacantes e centroavantes têm a prosaica característica de encantar mesmo sem fazer muito. Com exceção daqueles que prezam pelo espetáculo, exige-se pouco deles: apenas gols. Muitos dizem que o selecionado de Dunga não cativa por não ser tipicamente brasileira. Não joga bonito, não tem Ganso, não tem ídolos. Pode até ser. Mas há vestígios de malemolência e brasilidade no ataque. Luís Fabiano voltou a marcar depois seis partidas. Quem conhece o histórico do camisa 9 sabe que ele pode se candidatar a personagem protagonista da Copa. Além de comandar os ataques no duro embate contra a Costa do Marfim, marcou dois golaços. E o último deles é que mais me motiva a gostar um pouco de Fabuloso e acreditar, com cautela, na equipe de Dunga. Não pela beleza da construção do gol. Não pelos dois chapéus. O conceito de Luís Fabiano está em alta pelas duas dominadas na mão e pelo esforço no jogo. Já dizia o mestre Nelson Rodrigues (e todos os árbitros sabem bem): a falta de caráter, para o bem ou para o mal, decide uma partida. E também cativa.
Foto: Getty Images/Fifa
Juliana de Brito

Um pouco de safadeza, no melhor sentido da palavra, é muito salutar para esse time e ataque.
A escolha foi óbvia, mas o motivo foi Fabuloso – o melhor que li
Obrigada, Valdo.
O gol do Luis Fabiano me fez gritar, pela primeira vez nessa copa. E me fez lembrar o quanto eu gosto dele, do apelido dele, das dificuldades de concordância verbal dele, enfim, Fabuloso: abraço pra ti.
VIVA A PICARDIA!
Pelé (chapéu de 58) + Maradona (gol de mão de 86) = Fabiano.
Com todo respeito ao rei e ao melhor… da Argentina.