Não se pode desconfiar da sabedoria japonesa. Nesta Copa, nos foi apresentado o substituto de Nakamura no coração dos japoneses: Keisuke Honda. Dizem que o jogador do CSKA Moscou é excessivamente europeu. Os críticos de suas características são os próprios conterrâneos, que (vejam só) reclamam da caça incansável pelo gol adversário e o acusam de individualismo. Mas o mérito da classificação às oitavas é de Honda. Foi essencial o seu talento. O precoce jogador (24 anos) fez o gol decisivo no jogo contra Camarões, foi dele o primeiro feito e magistral toque para o segundo no embate com a Dinamarca. Um nipônico, habilidoso e de cabelos falsamente loiros é o retrato deste malandro time do Japão, que agora tem a chance de tentar uma colocação melhor na história dos Mundiais.
Foto: Reuters/Toru Hanai
Juliana de Brito
