A Copa do Mundo permite que os espectadores traiam suas escolhas jogo após jogo. Depois de admirar a raça e a superação dos norte-americanos, na partida contra Gana ninguém mais se importava com os EUA, nem com Donavan, que foi medíocre nesta abertura das oitavas-de-final. Um africano veloz e forte – qualidades que nem sempre conseguem coexistir – ganhou a torcida e apreciação de todos. O atacante Asamoah Gyan tornou-se herói da partida pela frieza do gol na prorrogação. Na corrida, ganhou de Demerit e Bocanegra e fuzilou o bom goleiro Howard. Kevin-Prince Boateng também foi destaque com a maestria de grandes jogadas. Jogador do Rennes, da França, Gyan é o maior artilheiro da púbere história de Gana em Copas do Mundo: quatro gols marcados, três deles nesta edição. Pelo marketing e pela caridade, gostei de ver a alegria de Gyan dançar, mas agora é contra o Uruguai e a torcida malandramente já reverte o lado.
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Juliana de Brito

O mais legal é a história dos Boatengs. Irmãos, um joga pelo Deutschland Mannschaft e o outro pela Seleção Ganesa