Em uma seleção conhecida pelos toques bonitos, é óbvia a escolha de Xavier Hernández i Creus como destaque. No embate entre Espanha e Alemanha, Xavi causou delírio nos fãs (quem aprecia o futebol-arte é fã, e não torcedor) e exerceu a função imprescindível de ligar a defesa ao ataque. Saiu de seu pé o cruzamento de escanteio que resultou no cabeceio de Puyol, feito da classificação inédita à final. Xavi não deu nenhum chute a gol alemão, mas sempre tem aproveitamento de alto nível nos passes, lançamentos e cruzamentos. O criador da equipe de Vicente Del Bosque é o ponto de partida deste time faceiro. Articula jogadas que passam paralelas às firulas. E podem, muito além disso, ser configuradas e admitidas como inteligentes. Afora à Copa, Xavi ganha reconhecimento e credibilidade pelo raro fato de construir uma trajetória de onze anos em um único clube.
Foto: Clive Mason/Getty Images
Juliana de Brito
