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Arquivo da categoria ‘Futebol’


Jogos para Sempre, do Sportv, com Paulo Nunes: parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5.

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Nos últimos dias, estive em São Paulo. Passei por avenidas com mais concreto que o perímetro inteiro da cidade que nasci. Em minutos, de uma janela, vi mais movimento que posso obsevar em uma semana na rua onde moro. E me assustei por me reconhecer e me encaixar com a realidade (boa e ruim) de Sampa. Não sei se foi a grande metrópole ou a minha cabeça: alguma coisa mudou. Falo da forma como agora vejo as coisas, principalmente aquilo que mais me atinge, aflige, apaixona: o futebol.

Assistir, in loco, Corinthias vs. Noroeste (ingresso R$ 70!) só reiterou o quanto gosto de ver qualquer jogo. Ronaldo era uma das minhas motivaçõs e, como já esperava, não tinha a mesma disposição que eu. Não correu, não participou, cansou e “gordiou” em campo. Não fez gol. Mas a diversão, ainda que na chuva, foi garantida por um empate (sim, Gaviões, sequei de leve). Nessa partida fria, dediquei as observações na equipe de Tite a total exclusão das jogadas pela direita e do modo de torcer do corinthiano “maloqueiro e sofredor”.

A visita ao Museu do Futebol poderia (e deveria) durar dias. As quatro horas de minúcias dos arquivos permitiram a avaliação geral do Museu. Gostei muito da apresentação/duelo das torcidas através dos telões, gostei de rever gols históricos, ouvir narrações raras, sentir emoções que me fugiram ao tempo. Ainda falta democratizar e descentralizar a “coleção”. Muito material tem o foco em times do RJ-SP. A sensação final é de que eu poderia morar dentro do Museu do Futebol, perto das flâmulas, dos shorts, dos mullets, do suor, das lágrimas, das derrotas e das conquistas. Por hora, ele mora dentro de mim.

Apenas na tentativa teimosa do jornalista de confirmar sua insana decisão, especulei também o trabalho da editoria de Esportes da Folha de S. Paulo. Como verdadeira criança, joguei futebol no vídeo-game e futebol de botão. Vi partidas sem compromisso, sem sofrer, como acontece na infância – como sempre deveria ser. Insisti no inútil e sempre frustante convencimento da grandeza do esporte a não-amantes do futebol. Tudo em companhia de alta qualidade.

Enfim, encerrei o tempo de forte ESTRÓINA em um bar de convictos torcedores do Sport Club do Recife. Fui culpada por me ausentar no gol de empate do tal Vitória. Pois acreditaram mesmo no meu pé-quente, que não arredou mais dali até os 49 minutos do segundo tempo. Cotovelos e cadeiras se quebraram pela euforia. Não pisquei e não sei dimensionar por quanto tempo fiquei paralisada quando vi o goleiro Saulo, como centroavante cabecear para o gol e sair chorando de campo – achei que era de emoção e não de lesão.

Não obstante, centímetros menor que essa blogueira, Carlinhos Bala vestiu a camisa número 1 e as luvas. “Inacreditável” poderia ser a definição para o momento – palavra que ainda ecoa no estádio dos rivais do Sport. Também poderia friamente pensar que isso é só o campeonato Pernambucano, era sacanagem ou irreal. Mas não. Isso é o futebol mais uma vez dizendo para eu não desistir daquilo que me aflige e ao mesmo tempo, a cada dia, me apaixona. Foi assim que renovei meus votos com o futebol.

Juliana de Brito

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O Olímpico neste sábado apresenta o novo fardamento do Grêmio. Além disso, tem entrada (quase) franca para o público feminino – uma homenagem ao Dia da Mulher – e até uma partida de futebol. A camiseta sempre causa expectativa. Afinal, identifica o amor pelo clube, a afinidade com o futebol e representa o bom gosto ou não do torcedor – que, com os altos valores, só adquire aquela que considera a mais bonita. Ou, no caso de dois mil corajosos, compra na adrenalina do escuro.

(Confira na íntegra o áudio da entrevista com o vice-presidente de marketing do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, César Pacheco)

O vice-presidente de marketing do Grêmio, César Pacheco, garante que o fardamento é bonito. Em entrevista ao 103 Esporte Clube, da Unisinos FM, ele afirma que “segue um design europeu, não tão moderno quanto a do ano passado, que teve gente que não gostou. É bastante tradicional”. Pacheco explica o tom escolhido pela Puma. Tente imaginar: “Tem um azul entre o [da camisa] que nós usamos no Campeonato Gaúcho e aquele da camisa da Libertadores do ano passado”. Um indicativo do bom gosto do novo fardamento é a comparação feita por Pacheco: “Ela é muito parecida com a de 2005”.

Conforme o vice de marketing, a promoção que convocará o torcedor associado a escolher a camisa número três deve iniciar em abril ou maio. Na minha especulação, Pacheco dá indícios de que as três (ou quatro) opções serão um modelo preto. O entrevistado se anima citando os exemplos de Ajax, Barcelona e das Seleções da Alemanha e Brasil. Além disso, revela que o uniforme de Victor vai ter o mesmo desenho do fardamento de Buffon no selecionado italiano.

As atividades iniciam às 17h. E, para quem já esqueceu, a partir das 19h30min tem jogo dos titulares contra o fraco Porto Alegre. Por último, Pacheco diz que o evento de apresentação do “manto” contará com desfile. E também, diante do rebolado de cheerleaders, o Grêmio tenta, a todo custo, diminuir o placar na goleada do departamento de marketing.

Só não vale vestir a camisa em qualquer uma, Pacheco

Juliana de Brito

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Manter um blog é uma responsabilidade grande. Sou crítica com o que produzo e, por isso, o Notas Futebolísticas surgiu para mim como um auto-desafio, uma forma de praticar a crônica e a opinião. Idealizado com a ajuda de colegas, professores e amigos, foi criado a partir de uma paixão.

O Not Fut nasceu no formato blog no dia 2 de março de 2009 com a intenção de ser uma extensão ao programa da Rádio Web Portal3. Uma forma de treinar e aperfeiçoar o radiojornalismo e a opinião futebolística. Mas nunca imaginei que ele chegaria tão longe. Não é nenhum lugar paradisíaco, mas está muito além do objetivo inicial.

Notas Futebolísticas deixou de existir como programa e transformou-se só em blog. Não que isso seja ruim. Foi o Not Fut em áudio que me deu a primeira experiência radiofônica. Mas, concentrando-se em blog, tomou características próprias.

Galera se reuniu para mandar um salve ao Not Fut. Pelé diz que é o melhor blog de futebol surgido no dia 2 de março de 2009

São trezentos e sessenta e cinco dias de um crescimento lento, gradual, mas satisfatório. Por isso, agradeço aos que sempre me incentivaram. Agradeço a audiência qualificada. Não me arrependo de nenhum minuto dedicado a escrever as palavras e idéias expressadas aqui. Talvez, mais madura, faria melhor. Porém, o balanço é positivo. Agora está no Twitter e até ponto com ele é. Pequenos regalos de aniversário.

O objetivo atual do Notas Futebolísticas é fazer cada vez melhor. E, se possível – nessa vida corrida de garota morando sozinha, estagiária, estudante e recruta na pesquisa em Comunicação -, escrever com mais frequência. Golear no segundo tempo é obrigação. Que eu tenha a mesma inspiração dos centroavantes e a mesma coragem dos volantes para continuar. E desejo que vocês tenham comigo a paciência de um torcedor do Fluminense.

Obrigada pela leitura
Juliana de Brito

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Maxi López ganhava perto dos R$ 180 mil em 2009 no Grêmio. Salário exagerado para o orçamento, para seus escassos gols e sua grande dificuldade de domínio da bola. Ou identificação com o clube também conta na hora de definir cifras? Jonas, execrado por muitos e admirado por poucos, ressuscita a discussão. Atualmente recebendo R$ 80 mil, diz-se que o atacante pede R$ 240 mensais.

Renovar ou não renovar?

Não confio na especulação. Não só porque concordo que o futebol de Jonas não vale tal valor, mas também porque, automaticamente, tamanha pedida o tiraria do Grêmio – e, pelo que sei, nem asiáticos fizeram proposta. Outro fator é que Silas, por exemplo, não chega a receber R$ 200 mil a cada trinta dias.

No fim da tarde desta segunda-feira, surgiu a informação de que o acerto depende tão somente de ajustes em cláusulas sobre uma futura negociação para o exterior. E, segundo o irmão e empresário de Jonas, os valores que circulam na imprensa são ilógicos. Melhor assim.

Soma-se a essa informação outro motivo para minha concordância à permanência do jogador: a falta de alternativas. No plantel gremista, tem Borges, que joga com propriedade e qualidade incontestável; Leandro e William, que ainda não tiveram oportunidades para avaliações, por enquanto, não inspiram total confiança; e os garotos Bergson e Roberson, quando aproveitados em ocasiões de emergência, deram respostas apenas razoáveis.

Minha argumentação ainda se baseia em algumas qualidades implícitas ao gol. Jonas é um jogador empenhado e comprometido com o clube. Tem algo necessário e, às vezes, raro em matadores: segurança em si. Caso não tivesse, aliás, imagino que desistiria do futebol, tamanha a quantidade de cornetas assoviando em seu ouvido. É uma opinião puramente pessoal. Fato é que as circunstâncias não permitem aumentos exuberantes de salários, muito menos dispensas de quem quer, mesmo com as dificuldades, ajudar o clube.

Foto: Valdir Friolin/ClicRBS

Juliana de Brito

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Nota Carnavalesca

Com exceção da pança, me sinto como o homem desta imagem: em carne e osso, a definição de leseira

Uma merecida parada na correria da rotina.

É para isso que serve o Carnaval. Não vou me esbaldar na cerveja, nem em nenhum outro exagero. Também não vou me arriscar nas estradas ou no litoral gaúcho.

Não gosto do Carnaval. Do jeito que ele infesta os noticiáiros e pára o futebol.

Por isso, talvez vou dormir em demasia. Mas isso não é pecado, confrontado ao que os amigos estão fazendo na rua. Se tiver forças, vontade ou inspiração, apareço por aqui.

Também estou como interina no Blog do Grêmio, atualizando com frequência as informações tricolores. Ou seja, não dei folga integral às escritas. Nem conseguiria.

Portanto, por hora, fica o convite: apareçam por lá. E, se tudo der certo, volto para o enterro dos ossos.

Juliana de Brito

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Na semana findada, depois de muito tempo, fui ao cinema. Nada de trêsdê. Vi Amor sem Escalas impelida e estimulada por ter gostado de outros filmes do diretor, Jason Reitman, como Juno e Obrigado por fumar. Muito mais por esse último, já que o personagem principal, o de um lobista, rendeu reflexões pertinentes sobre a arte da persuasão.

Em Amor sem Escalas, o personagem principal trabalha para uma empresa que demite pessoas. Quando os executivos não têm brios para enfrentar seus empregados e mandá-los embora, contratam os serviços desta empresa. Talvez George Clooney pudesse ajudar Romário. Afinal, não deve ser fácil demitir um amigo/campeão como é Bebeto.

Foi o que aconteceu após a derrota do América para o Olaria, por 2 a 1, na tarde desse sábado, pela semifinal da Taça Moisés Mathias de Andrade. Romário é diretor do clube. Bebeto era o técnico. O ex-atacante comandou a equipe em oito partidas pelo Campeonato Carioca, com três vitórias, um empate e quatro derrotas.

Tá tudo certinho mesmo, peixe?

Nostalgicamente, a questão chama a atenção porque, para mim, Romário & Bebeto estão interligados. Fazem parte da minha história com o futebol sempre conjugados. Os dois se complementavam em campo e em personalidade. Realizavam o princípio da amizade e de dupla perfeita: cobrir as falhas do outro e ressaltar, através da união, suas qualidades. No América, não deu certo. Até porque não eram eles que estavam especulando a pequena área adversária.

Bebeto garantiu que a afeição não muda com a sua saída. “Respeito a decisão de Romário e nossa amizade está acima de qualquer situação profissional”, afirmou em entrevista coletiva. Deve ser desconfortável demitir um amigo. Romário, no entanto, não é o tipo de pessoa que precisa dos serviços do personagem de Clooney.

Bebeto, quem sabe, tentará dar continuidade a sua trajetória como treinador. Romário seguirá pagando pensões e criando polêmicas – talvez demitindo treinadores com mais frieza que Roberto Justos. Mas permanece a amizade. A imagem da dupla atuando com maestria está eternizada. É reeditada na memória dos brasileiros com a certeza de que formavam o melhor ataque do final do Século XX. Independentemente do presente, Romário & Bebeto é amor sem escalas.

Uma boa iniciação no futebol aconteceu assistindo a sintonia entre o 7 e o 11. Vale a pena ver de novo:

Obs.: O título do post é uma referência a frase dita por Romário em entrevista ao Sportv, em 2006.
Foto: Gazeta Press

Juliana de Brito

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Uma grande falácia disseminada é que futebol, religião e política não se discutem. A escolha clubística, religiosa e partidária talvez não, mas os fenômenos de cada uma destas representações sim. Ainda mais quando elas se entrelaçam e fazem uma mistura esdrúxula, que aparece nos noticiários e nos aprofundados debates de boteco.

I do not belong to Jesus, Kaká

Não interessa se o jogador do seu time é homossexual, arenista ou adventista. Mesmo que não tenha o rostinho ou a fé de Kaká, o que importa é a qualidade futebolística. No entanto, é conveniente observar como a religião tem se inserido no futebol. Aliás, crendices e esportes sempre estiveram relacionados, mas recentemente o assunto tem se tornado polêmico.

Ano passado, ao final do jogo contra os EUA, pela Copa das Confederações, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram – atitude muito comum no Brasil. Porém, a Fifa mandou um alerta à CBF pedindo moderação dos jogadores mais religiosos. Ao menos, não puniu os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final (as leis apenas falam da situação em jogo). Além de manifestações religiosas, as regras da Fifa impedem ainda mensagens políticas.

Não fosse a reza, o que seria de Dunga?

O diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol, Jim Stjerne Hansen, afirmou na época que “a religião não tem lugar no futebol”. Segundo ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, argumentou na imprensa local.

Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas. Na época, a Fifa expôs não ter gostado, mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar como quisesse.

Pastor Roberto Brum precisou mudar as atitudes

O Santos, no início do ano, estabeleceu um manual de conduta, imposto pelo presidente do clube, Luis Álvaro Ribeiro. Uma das normas que deve ser respeitada pelos atletas é não falar sobre religião em entrevistas coletivas. Em 2009, Roberto Brum teria sido afastado do clube por essa questão, pelo então treinador Vanderlei Luxemburgo.

Silas é do tipo Atletas de Cristo, mas jamais exigiu que seus jogadores repetissem tal religiosidade. “Chego para ser o técnico do Grêmio, não para ser um pastor”, salientou nas primeiras entrevistas. Bom saber que a escolha de jogadores não esteja ligada à presença no culto. Com o que tem em mãos, Silas deve pedir ajuda sobre-humana diariamente.

Repito: dentro de campo, não importa a religiosidade. No entanto, quando ele extrapola o jogo em si e o envolvimento do jogador, se transformando em estímulo e publicidade, como agir? Nem a Fifa sabe. São situações paradoxais. O futebol, assim como a religião, traz consigo amor incondicional, devoção, ritos, hinos e liturgia. Simbolismo e utopia. Vitória é sinônimo de alegria e derrota é luto.

Na derrota, eles questionam: por qué, Dios mío?

Mas é preciso acreditar em Deus para confiar no bom futebol, no regojizo do gol, na vitória no momento do desespero? Será que a competência humana necessita da ajuda divina, principalmente quando se torce por clubes como Grêmio? Títulos, afinal, são milagres?

Os goleadores devem ter a mãozinha de Deus

Essa reflexão provém do pedido musical de três goleadores, no programa Fantástico do dia 31 de janeiro de 2010. Tiago Duarte, do Pelotas, apareceu no vídeo embalado pelas estrofes da música “Faz um milagre”. Soberano é o gol de bicicleta.

“Entra na minha vida
Mexe com minha estrutura
Sara todas as feridas
E ensina a ter santidade
Quero amar somente à Ti
Porque o Senhor é o meu bem maior
Faz o milagre em mim”

O vascaíno Dodô não hesitou em pedir a canção gospel “Com muito louvor”. O Artilheiro dos Gols Bonitos largou o doping e encontrou a salvação.

“Ele trabalha pra os que nele confia
Ele caminha contigo de noite ou de dia
Erga suas mãos, sua benção chegou
Comece a cantar com muito louvor”

Não foi a primeira vez que o Imperador Adriano pôde fazer seu pedido. Contra o Internacional, ano passado, fez a trinca mas não quis pedir a música. Então, os editores safadamente colocaram a canção do Fucarão 2000, “Eu só quero é ser feliz”. Desta vez, ele não deixou que tamanha marotice acontecesse e pediu “Fé em Deus”.

“A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar”

Fotos: encontradas na internet, todas sem crédito

Juliana de Brito

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O futebol abrange questões que excedem o jogo em si. É uma metáfora da globalização, tese inclusive tratada no ótimo livro Como o futebol explica o mundo, de Franklin Foer. O esporte bretão integra a nossa cultura e deve ser aceito assim. Os clubes espelham ideologias políticas e, repetidamente, causam devoção maior que as religiões. Essa pequena introdução serve para indicar uma reflexão sobre a imagem abaixo, que representa um fragmento da importância do futebol para o mundo.

Sobreviventes do terremoto de magnitude 7,0 que ocorreu em 12 de janeiro de 2010, no Haiti, jogam futebol. Ao fundo, barracas e moradias improvisadas na cidade de Porto Príncipe.

Foto: Francois Mori, AP
Aviso: Esta blogueira salienta que, por enquanto, não tem condições financeiras de assinar a Associated Press e, portanto, não recebe com exclusividade fotos como a publicada acima e extraída do ClicEsportes.


Juliana de Brito

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Até guri de berço entende: futebol é planejamento. Maxi López não sabe ou foi negligente com a própria carreira. Não se tem conhecimento de quais motivos persuadiram o centroavante loiro a ir para a Catania, comuna italiana da região da Sicília, jogar no rebaixável homônimo Catania (19º colocado da competição, com 16 pontos). Talvez o feitiço de Wanda Nara ou a ilusão de uma vitrine reluzente e brilhante que não existe.

Vai ficar chupando dedo em outro lugar

Conforme informam os noticiários, o contrato salarial do novo companheiro de Pablo Ledesma é de € 800 mil por temporada. Nada mal. Porém, no Grêmio, Maxi ganhava US$ 90 mil (R$ 203 mil). Nada mal mesmo para os 16 golos (UM  solitário e tímido gol fora do Olímpico) na temporada.

Penso nos motivos para Maxi López escolher a Itália ao invés de emendar um projeto mais longo e duradouro no Grêmio: 1) a qualidade de vida do país; 2) a proximidade com as grandes boutiques para Wanda Nara; 3) a imediação com os grandes clubes europeus.

São estes e apenas estes os grandes e superficiais pretextos que encontro para La Barbie ter ido por esses caminhos. Maximiliano tem cabeça fraca, porque, ao que me parece, uma loira pseudo-famosa e euros que nem farão volume em sua pochete lhe influenciaram mais que qualquer outro motivador.

Quando anunciou que não jogaria mais no Tricolor, imaginei que o jogador teria propostas muito melhores, com projetos maiores. Ingenuidade minha. Maxi é igual a todos os outros: não pensa. Não sei até que ponto é bom ser um jogador cigano. Que vai de Moscou a Porto Alegre, de Buenos Aires a Barcelona, mas nunca chega a lugar nenhum.

Foto: encontrei na internet não creditada

Juliana de Brito

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