Domingo, o sol escondendo-se e um bafo quente anunciavam chuva. Talvez as primeiras gotas tenham caído quando Humberlito (treze segundos de vídeo) deixou até a gravidade incrédula pelo gol perdido. Vamos desculpá-lo: assistiu a jogada do garoto-Leandro-dezessete-anos e apavarou-se na hora de empurrar a bola para as redes.
Quando o garoto-Leandro-dezessete-anos foi substituído raios e trovões estremeceram e levaram a energia – da cidade e do time. Com o radinho no ouvido, como faziam os velhos, o jogo encerrou empatado. Decisão nas penalidades: a cada partida definida do míolo da área, abre-se uma nova ferida no coração do torcedor – jamais remendada em caso de derrota.
Com a imaginação entregue ao narrador, a comemoração foi contida. Não só porque a atuação nos constrage em sorrir demais, mas também porque o fogo da vela iluminava uma tensão assustadora. O nervosismo vindo do céu hipnotizava a pensar em tudo, e no futuro tão incerto quanto os resultados de uma tempestade com apagão – seja no futebol, seja na vida.
Ainda sobre a taça do Campeonato Gaúcho conquistada pelo Grêmio, aqui fica o registro, através de fotos, das comemorações (algumas polêmicas) e minhas observações. As imagens diferenciadas – e de exclusividade do Notas Futebolísticas – são do fotógrafo Ramiro Furquim (@outroangulo).
Sorrisos
O pior do futebol é o torcedor. Sim, o torcedor, que em sua tradicional condição de ser contraditório, sabe subestimar qualquer competição. O Gauchão não é de grande importância, tanto que muitas vezes destaquei sua monotonia. Mas é preciso admitir que, mesmo de forma atrapalhada, os participantes colocaram em campo o que de melhor tinham. Não por acaso, os vencedores sorriam com alívio.
Beijos
Tão valorosa é a taça que fez merecer os lábios de Hugo e Borges, jogadores importantes na reta final da competição.
Coveiro
Incrível observar como não é balela toda aquela história de análise de cultura como se fossem sistemas sígnicos. Hugo segurou um pedaço de papelão vermelho, com uma cruz branca e causou a maior discussão semiótica e sociológica, cheia de frescurinhas. Já expressei em outra oportunidade* o quanto acho dispensável esse tipo de julgamento.
A sunga
Usada como mote de piadas para os colorados, a imagem é só mais um flagra de comemoração e descontração. Além do mais, não me assunto com mais nada. Tem diabinhos** por aí aprontando muito mais.
Chegou a hora de recolher os cacos do Campeonato Gaúcho 2010. Foram 135 jogos – sem contar o Grenal deste domingo, 2 de maio. Embates raramente emocionantes, apesar dos registros apontarem para somente dois empates em zero (Novo Hamburgo x Ypiranga e São José x Inter-SM). Embora as críticas tenham sido constantes, é necessário ressaltar os pontos positivos. Não deixo de falar do que pode mudar para fazer sentido disputar com ambição este que é o melhor campeonato de futebol do Rio Grande do Sul.
Sandro Sotilli ensina púberes a valorizarem o Gauchão
Para bem ou para o mal, o Gauchão pode apresentar um esboço de equipe
Quando iniciou, este blog definiu que esta “é uma competição-treino para o Grêmio e o grande teste para os moleques do Internacional. É a redenção de velhacos como Sandro Sottili e Gavião. A possibilidade de Rochemback e Taison forjarem um futebol de qualidade”. Exceto por Taison, tudo se confirmou. O time B do Inter, no entanto, jogou as primeiras rodadas para Fossati se ambientar e pensar na Libertadores. Agora, ao fim da competição, a única diferença para a pré-temporada é que as dificuldades aparecem escancaradas e crescidas.
A cada derrota, pergunta-se da utilidade do Gauchão
Para os oportunistas, o debate da importância do campeonato só surge quando seu time perde. Na verdade, essa é uma questão para o Noveletto: é mais importante homenagear o torcedor do que Fernando Carvalho e Fábio Koff? Minhas reclamações são simples, presidente: 1. Os preços dos ingressos (em geral, R$ 40 a arquibancada) não correspondem à qualidade dos jogos e das estruturas; 2. Os horários bizarros de algumas partidas não podem ser repetidos. Nesse ponto, também há erro dos clubes. Não pretendo ir ao estádio para virar hit da internet. 3. Grenal tem que ser em Porto Alegre; 4. Copiem a fórmula do Campeonato Paulista.
A maior diversão são as contradições
Dica básica para as crianças: não usem como parâmetro e não façam altas apostas no Gauchão. O Internacional, em 2009, venceu invicto, criou expectativas e frustrou o torcedor desavisado. Leandro Damião foi projetado como a esperança para o ataque Colorado e mesmo com bom desempenho no “laboratório” não foi aproveitado na Libertadores. Ainda tem as risíveis análises de especialistas (exemplo máximo). Por isso, talvez a imprensa seja a maior atração do campeonato.
Sem surpresas, alguns destaques do certame
Há dez anos um time do interior não vence o Campeonato Gaúcho. Em tempos longínquos, o vitorioso foi justamente o Caxias, destaque desta edição – 15 jogos, com 10 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. A confirmação do clube da serra como terceira maior força do Estado não é novidade. Também foi proeminente em 2010 o treinador Argel, figurinha carimbada no Gauchão, que agora tenta a sorte no Criciúma.
Torcemos (e secamos) porque é o que nos resta
Qualquer campeonato ganha sua importância quando provoca torcida. No entanto, a média de público não preencheu estádio e manteve-se baixa, sempre beirando onze mil pessoas (números especulados). O que impôs um pouco de empolgação foram os 449 gols em 135 jogos (média de 3,32 gols por jogo). E campeonato regional também não deixa de ter sua contratorcida. Secamos qualquer jogo. Secamos e sempre secaremos o árbitro, o colega corneteiro e o Noveletto.
Sai que é tua
O gol de Chicão
Jamais esqueceremos
Foto: Camila Domingues/Correio do Povo
Juliana de Brito
As quartas-de-final da Taça Fábio Koff foram decididas em penalidades. Ypiranga, Internacional e São José avançaram na competição com a série de pênaltis prevista no regulamento do Gauchão. (Ainda bem que Noveletto nos livrou da prorrogação.) Uma emoção atrás da outra.
Jonas lamenta ter ensaiado tanto a dança e não poder dançá-la
O Pelotas, quarto semi-finalista, se aproveitou das faltas supremas dentro da grande área guardada por Mário, Rodrigo e Victor – e negligenciada por Fábio Santos – para acabar com a invencibilidade de 51 jogos no Olímpico. A postura estratégica dos pelotenses era a já conhecida “seguramos aqui e o que vier está bom”.
Certamente seria menos doloroso o fim da sequência de 15 vitórias se o eterno matador Sandro Sottili tivesse massacrado a defesa gremista. Mas foi o próprio Grêmio, a arbitragem, Thiago Duarte e Beto Almeida que decretaram a festa do Lobão.
Apesar do revezamento na volância, o meio-campo do tricolor vinha definindo sua engrenagem e caracterizando-se como o âmago do time de Silas. Porém, ontem tudo ruiu. Não só os números foram pelo ralo, como a ideia de que o bom futebol estava estabelecido. Por outro lado, é razoável que aconteçam derrotas ainda na pré-temporada, digo, no Gauchão, para não mascarar os defeitos. A derrota, afinal, é a uma forma incipiente de aprender a lição.
A noite dessa quinta-feira resume-se a ausência das danças desengonçadas de Jonas, que completou uma centena de jogos com a camisa tricolor, e a dança da vitória do Pelotas. O triunfo do inesperado é a redenção dos desacreditados. É o gosto doce na boca do lobo.
Lobo Mau acabou com o Imortal
Como dito, o Zequinha venceu nas penalidades o Inter-SM e enfrenta o Pelotas, no domingo, às 16h, no Passo d’Areia. Internacional x Ypiranga jogam sábado, às 18h30min, no Beira-Rio.
Os gols de Grêmio x Pelotas
Foto: Diego Vara/ClicEsporteseLucas Uebel/Gazeta Press
Juliana de Brito
Avenida x Grêmio apresentou um único alento aos masoquistas que se submeteram à análise do jogo sem álcool no sangue: um lateral-direito. Edílson não é extraordinário, mas demonstrou ter os fundamentos da posição, é um especialista, é um lateral, enfim. Àqueles que por muito tempo conviveram com nulidades, é um fio de esperança.
Edílson fez boa estreia. Defendeu sem parcimônia, simplificando as perigosas jogadas do adversário. Também subiu ao ataque com freqüência, inclusive para marcar o gol. Afora as cobranças de escanteios, sempre curtas e fracas. A propósito disso, Silas não parece ter definido um cobrador de corners. Já Edílson não ganhou a chance cobrar faltas. Ao que dizem os rumores, uma de suas especialidades.
Edílson esconde a cara, mas mostra a pinta
Passaram, nos últimos anos, pela avenida direita gremista, o ótimo zagueiro Mário Fernandes, o lamentável Joílson, o coitado do Ruy, o meia Souza, o operário Paulo Sérgio, o incontestavelmente ruim Bustos, o malquisto Patrício, o acima da média Felipe Mattioni. Se não citei alguém, provavelmente é porque tal jogador não tinha qualidades suficientes para se sentir sua ausência, assim como a maioria dos lembrados acima.
Exceto Souza – jogador de meio-campo e ponto final – e Mário – atua com superioridade na função –, desde que voltou da segunda divisão brasileira, o Grêmio foi desastroso nas escolhas de contratações para a função. Sempre insistiu em jogadores medianos com a perspectiva que se transformassem em grandes jogadores só porque atuariam em um grande clube. Edílson dá um alento para os carentes gremistas.
Rodrigo, o outro estreante da noite, fez à risca o que havia prometido. Jogou com simplicidade. Talvez tenha beirado o simplório. As mudanças na volância melhoraram o meio-campo. Nada de muito animador. Podem trocar as caras, mas dificuldades defensivas do Grêmio continuam as mesmas.
Tenho minhas dúvidas quanto à existência de carma ou, no jargão do futebol, touca. Acredito no trabalho, na motivação e em suas conseqüências. O Inter vem desfazendo a escrita, o carma ou a touca de perder para o Juventude há muito tempo. Na verdade, as vitórias coloradas só comprovam que tudo depende do contexto. E nesse conjunto, desta vez, está incluído um time de Série C e outro aspirante ao título da Libertadores.
Alecsandro corre para conquistar o afago do torcedor
Mais uma vez estou aqui obsoleta. Porém, considero importante destacar o desempenho de Alecsandro. Substituir Nilmar é o tipo de responsabilidade que pode fazer o sujeito decidir fugir ou desistir. Alecsandro não cedeu, não arregou e, por fim, colocou uma concha no ouvido para ouvir elogios os primeiros elogios.
Optar por Edu é uma das escapadas na sequência de acertos do técnico Jorge Fossati. Com exceção da preferência pelo próprio Alecsandro, as substituições nada mais foram além de demonstrações de compunção. Ou testes para a próxima fase, que será jogada com reservas. Afinal, Josimar e Glaydson precisam exibir seu futebol e a estreia na Libertadores desponta ali, logo no início da semana.
Depois de eliminar o São Luíz, o Novo Hamburgo do suspenso Rodrigo Mendes será o adversário dos reservas. O atacante Gustavo Papa, ex-Inter, se recupera de lesão e é dúvida para o jogo. Mesmo que empurrados por essas dificuldades, ao que tudo indica, não é a equipe de Gilmar Iser que surpreenderá o Colorado no Gauchão.
Quinta-feira, 18/02
Novo Hamburgo 2×0 São Luiz
Inter 2×0 Juventude
Semi-final
Sábado, 20/02
Grêmio x Inter-SM -19h30min Domingo, 21/02
Internacional x Novo Hamburgo – 17h
Finalmente, emoção no Campeonato Gaúcho. É o que se pressupõe da fórmula mata-mata, mas não é o que acontece. Não no Gauchão. Tivemos duas partidas impassíveis que definiram os primeiros semifinalistas da fase que homenageia Fernando Carvalho. Cariocão parece estar muito mais emocionante. As entrevistas coletivas de Muricy Ramalho devem causar mais exaltação nos admirados do esporte. E até patinação no gelo supera o regional.
Há gremistas que também te amam, Jonas. E pior: ninguém os paga para isso
Alguém ainda lê crônica pós-jogo às 18h do dia seguinte? Eu não. Como estou atrasada, ficamos só com a imagem da noite, postada acima, como provocação ou reflexão. Jonas tem sido seguidamente pauta neste blog e divide opiniões no Olímpico. Acredito que o Grêmio passa o Coloradinho. Mas e o Colorado de Jorge Fossati? Não é o Grêmio que derruba.
Grêmio e Internacional inverteram suas habituais funções nesta penúltima rodada da Taça Fernando Carvalho. O tricolor entrou no clima de Carnaval e fez uma goleada para mascarar os problemas. O colorado, por sua vez, jogou um futebol de resultado e escancarou suas dificuldades. Exemplo disso foram as falhas de Lauro. Em uma oportunidade deixou a bola escapar pelo meio das pernas, como já havia feito contra o Barueri, pelo Campeonato Brasileiro.
Borges marcou três e, no Fantástico, pediu música gospel confirmando a tese de goleadores crentes do texto anterior
Com cinco gols, três do atacante Borges, o Grêmio produziu melhor do meio para frente. Fez mais molecagens com a presença de Douglas. Maylson vem se mostrando uma opção valiosa no meio-campo. Preocupante são os passes certos de Rochemback. Silas já repetiu algumas vezes que ele é seu líder na linha.
No Internacional, além do já destacado Lauro, também foi muito mencionado o calor e a falta de foco. Para quem se prepara para sua oitava participação na competição mais importante da América, o que significa um jogo contra o lanterna da competição regional? Apesar da cara de nojo, o Inter teve um grande volume de oportunidades, mas só aproveitou em dois momentos de muito oportunismo e velocidade.
Os resultados – sempre mais favoráveis para a chave 2 – colocam em voga novamente a fórmula do Gauchão, agora incansavelmente discutida. Fato é que todo ano se discute, mas poucas mudanças são efetivadas. Se você está aí, Noveletto, saiba que na minha opinião é mais importante homenagear o torcedor do que Fernando Carvalho e Fábio Koff.
Resultados da penúltima rodada antes do tão esperado mata-mata:
Universidade 1 x 5 Grêmio
São José 3 x 2 Novo Hamburgo
Internacional 2 x 1 Avenida
Santa Cruz 1 x 0 Juventude
São Luiz 4 x 1 Esportivo
Veranópolis 2 x 3 Inter-SM
Pelotas 2 x 1 Porto Alegre
Caxias 2 x 0 Ypiranga
O goleador é Eraldo, com nove gols marcas em favor do São Luiz.
Não foram poucas as oportunidades que direcionei minhas irritações com os defeitos do Gauchão ao presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto. Uma das tantas reclamações tratava dos horários escolhidos para os jogos do campeonato regional.
A torcida não pôde comparecer, mas o bichano é um convidado especial da família Marinho
Não me venham com o argumento de que quem gosta de futebol assiste a qualquer hora, em qualquer lugar. Gostamos sim exageradamente de futebol e o colocamos sem arrependimentos acima de outras prioridades. No entanto, é hábito, é comum e é razoável que uma partida do esporte bretão seja realizada no fim da tarde de domingo, nos privando da inteligência humorísca do Faustão. E jogos às 11h da manhã nos impossibilitam do ritual do churrasco.
Ruim mesmo são os confrontos às 17h em dia útil. Por isso, tenho me perguntado quem é o cidadão que poderia fugir do trabalho para ir ao Olímpico assistir Grêmio x São Luiz, com o sol ainda rachando o cocuruto. Porque, acima de tudo, este horário priva a maioria dos torcedores de irem ao Estádio e causa prejuízos ao clube. Resolvi, então, parar de xingar o Noveletto e sanar as minhas dúvidas – e de tantos outros.
Quem me atendeu foi o gerente de marketing da FGF, Diogo Rimoli. Nenhuma novidade ou nada que não tenhamos suposto. O fato é que nem a FGF nem os clubes têm o poder de mudar os horários dos jogos televisionados. É a velha e preocupante questão dos direitos de transmissão. A velha e obscura questão do monopólio do futebol. É a velha clausura que a televisão faz com os torcedores.
Confira a resposta completa de Diogo Rimoli sobre as minhas dúvidas quanto à escolha dos horários no Campeonato Gaúcho no texto do Blog do Grêmio.
Foto: encontrei na internet sem créditos e considerei muito oportuna
Chega a ser chato esse negócio de ficar repetindo os resultados e até as atuações. Grêmio e Inter fizeram um clássico parecido com os dos últimos anos. Equilibrado, sem muito buchicho e com vantagem colorada no placar final. Superficialmente analisando, nenhuma novidade.
Para quem não tinha percebido sua presença dentro de campo, este é o autor do gol: Alecsandro, mais conhecido como o irmão de Richarlyson Felisbino
Joilson poderia sair aclamado (e seria, pode acreditar) se o Grêmio tivesse feito um satisfatório gol. Poderia ter sido com o meu querido Jonas, que desperdiçou pelo menos três, nas minhas contas. Não que Joilson tenha jogado bem ou possa ser considerado um jogador de qualidade (ao contrário). Mas Grenal é assim: até quem que teve seu nome poucas vezes chamado pelo narrador e muitas vezes gritado pelo treinador pode marcar e acabar com o adversário. É clichê, mas é verdade.
O Internacional foi levemente superior, porque o Grêmio armou uma equipe exageradamente defensiva com medo de levar uns 4×1, talvez. Percebo que ao Tricolor faltou elenco. Depois da escalação eleita de Silas, não havia ninguém além de um apavorado Hugo como arma de reanimação do time. Renato e Douglas, nessas horas, seriam boas opções. Tarde demais.
O infortúnio de D’Alessandro salvou Fossati, que colocou Giuliano no time. Não sabemos como teria sido com o argentino, mas vejo o garoto como opção melhor no momento. O imponente (em Grenais) Índio e toda a defesa se postaram bem diante dos fracos ataques gremistas, assim como as laterais. E Alecsandro nada fez além do definitivo e salvador gol.
Por fim, é importante dizer: a falta ou falha de comunicação entre Silas/comissão técnica/jogadores (assim como acontece entre a instituição e sua torcida) não é desculpa para levar ou não fazer gols.
Os outros resultados do regional ficaram assim:
Universidade 3 x 2 Avenida
Veranópolis 1 x 0 Juventude
Caxias 2 x 0 Novo Hamburgo
Pelotas 5 x 0 Esportivo
Santa Cruz 4 x 1 Inter-SM
São Luiz 5 x 0 Porto Alegre
São José-PA 2 x 0 Ypiranga
O maior matador agora (5ª rodada) é Eraldo. Tendo colaborado eficazmente sete vezes para a liderança incontestável do São Luiz.
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