Talvez não tenha a maturidade suficiente para aplicar minha frieza à crônica futebolística e escrever algumas linhas sobre o Internacional na Libertadores. Talvez o problema deste estancamento das palavras não seja imaturidade de ideias, mas sim sensibilidade demasiada. Culpa de um time apático e de um clube despedaçado. O Grêmio, claro. Mas o assunto é Inter e, obviamente, Celso Roth, que tem tudo para coroar a dura caminhada de anos e calar a boca de muitos. Graças ao seu trabalho e de um grupo qualificado. Nesta quinta-feira, a vitória foi da defesa, de Renan – mesmo com uma falha –, de um volante multiplicado em campo e que se fez expulso para seguir a sina. Foi também jogo de detalhe, de regulamento. Uma cobrança de falta de um nanico que desperta todos os dias de um sonho consigo mesmo e se diz o melhor do mundo. D’Alessandro acha ruim tudo que não é ele. E, quem diria, este também é o time de Alecsandro, o atrapalhado, o desprezado, o odiado. O goleador (sim) Alecsandro, eu disse, só queria carinho. Não que eu goste, mas absolutamente tudo converge para as ilusões coloradas tornarem-se taças concretas.
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra
Juliana de Brito




