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Posts com Tag ‘Alecsandro’

Endiabrado, D'Alessandro aparece quando quer

Talvez não tenha a maturidade suficiente para aplicar minha frieza à crônica futebolística e escrever algumas linhas sobre o Internacional na Libertadores. Talvez o problema deste estancamento das palavras não seja imaturidade de ideias, mas sim sensibilidade demasiada. Culpa de um time apático e de um clube despedaçado. O Grêmio, claro. Mas o assunto é Inter e, obviamente, Celso Roth, que tem tudo para coroar a dura caminhada de anos e calar a boca de muitos. Graças ao seu trabalho e de um grupo qualificado. Nesta quinta-feira, a vitória foi da defesa, de Renan – mesmo com uma falha –, de um volante multiplicado em campo e que se fez expulso para seguir a sina. Foi também jogo de detalhe, de regulamento. Uma cobrança de falta de um nanico que desperta todos os dias de um sonho consigo mesmo e se diz o melhor do mundo. D’Alessandro acha ruim tudo que não é ele. E, quem diria, este também é o time de Alecsandro, o atrapalhado, o desprezado, o odiado. O goleador (sim) Alecsandro, eu disse, só queria carinho. Não que eu goste, mas absolutamente tudo converge para as ilusões coloradas tornarem-se taças concretas.

Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Juliana de Brito

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O que é preciso para um jogador de futebol conquistar o atado coração de torcedor? O torcedor desleixado não exige muito. O atacante pode fazer apenas um gol: lindo; o zagueiro um desarme: ótimo; o meio-campista um lançamento alçado com efeito: maravilhoso; o volante dar um carrinho: aplausos; os laterais correrendo sem rumo: é a reencarnação de Duncan Edwards.

Esse é o torcedor comum, o despreocupado, o desleixado. Já o exigente quer um jogador que lhe afague, que seja inteligente com ou sem a bola, que seja efetivo na sua função – e nas eventuais necessidades das outras também. Quer um pouco mais. Talvez muito mais.

"Ninguém vai me abraçar?"

Pode ver: Alecsandro fez o privilegiado e solitário gol no único Grenal de 2010, fez quatro gols no Gauchão e o primeiro mais importante do Internacional na Libertadores da América, na virada diante do Emelec.

Mas o filho de Lela e irmão de Richalyson está longe de ser unanimidade. Entrar com o rótulo de substituto de Nilmar não é bom para nenhum jogador. Definitivamente, mais difícil ainda é suprir no coração do torcedor um jogador veloz, matador e carismático como é o Menino do Beira-Rio. Isto é, Alecsandro aceitou uma tarefa impossível. Despois de um ano de murmúrios, encarou e fez concha no ouvido para ouvir os aplausos. Alguns vaiaram – e ainda vaiam.

Segundo aprofundada pesquisa, seis em cada sete torcedores do Internacional já vaiaram Alecsandro

O que o torcedor quer afinal? Para virar enamorado de um camisa nove, o que é necessário? O que Alecsandro deve fazer além do gol definitivo, decisivo? Ele está longe de ser Nilmar, mas é melhor que Kleber Pereira, confiem. O torcedor, esse ser insano, pede por um enriquecimento impossível na qualidade do centroavante. Deseja algo extraordinário, que desconheço. Já Alecsandro, no entanto, deixa fluir com evidência que precisa somente de mãos coloradas afagando seu futebol. Deseja aquilo que vai além das agudas cornetas e dos tímidos agradecimentos. Isso só o torcedor, esse ser insano, pode dar.

Fotos: Jefferson Botega e Eduardo Cecconi/ClicEsportes

Juliana de Brito

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Tenho minhas dúvidas quanto à existência de carma ou, no jargão do futebol, touca. Acredito no trabalho, na motivação e em suas conseqüências. O Inter vem desfazendo a escrita, o carma ou a touca de perder para o Juventude há muito tempo. Na verdade, as vitórias coloradas só comprovam que tudo depende do contexto. E nesse conjunto, desta vez, está incluído um time de Série C e outro aspirante ao título da Libertadores.

Alecsandro corre para conquistar o afago do torcedor

Mais uma vez estou aqui obsoleta. Porém, considero importante destacar o desempenho de Alecsandro. Substituir Nilmar é o tipo de responsabilidade que pode fazer o sujeito decidir fugir ou desistir. Alecsandro não cedeu, não arregou e, por fim, colocou uma concha no ouvido para ouvir elogios os primeiros elogios.

Optar por Edu é uma das escapadas na sequência de acertos do técnico Jorge Fossati. Com exceção da preferência pelo próprio Alecsandro, as substituições nada mais foram além de demonstrações de compunção. Ou testes para a próxima fase, que será jogada com reservas. Afinal, Josimar e Glaydson precisam exibir seu futebol e a estreia na Libertadores desponta ali, logo no início da semana.

Depois de eliminar o São Luíz, o Novo Hamburgo do suspenso Rodrigo Mendes será o adversário dos reservas. O atacante Gustavo Papa, ex-Inter, se recupera de lesão e é dúvida para o jogo. Mesmo que empurrados por essas dificuldades, ao que tudo indica, não é a equipe de Gilmar Iser que surpreenderá o Colorado no Gauchão.

Quinta-feira, 18/02
Novo Hamburgo 2×0 São Luiz
Inter 2×0 Juventude

Semi-final

Sábado, 20/02
Grêmio x Inter-SM -19h30min
Domingo, 21/02
Internacional x Novo Hamburgo – 17h

Foto: Diego Vara/ClicEsportes

Juliana de Brito

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Chega a ser chato esse negócio de ficar repetindo os resultados e até as atuações. Grêmio e Inter fizeram um clássico parecido com os dos últimos anos. Equilibrado, sem muito buchicho e com vantagem colorada no placar final. Superficialmente analisando, nenhuma novidade.

Para quem não tinha percebido sua presença dentro de campo, este é o autor do gol: Alecsandro, mais conhecido como o irmão de Richarlyson Felisbino

Joilson poderia sair aclamado (e seria, pode acreditar) se o Grêmio tivesse feito um satisfatório gol. Poderia ter sido com o meu querido Jonas, que desperdiçou pelo menos três, nas minhas contas. Não que Joilson tenha jogado bem ou possa ser considerado um jogador de qualidade (ao contrário). Mas Grenal é assim: até quem que teve seu nome poucas vezes chamado pelo narrador e muitas vezes gritado pelo treinador pode marcar e acabar com o adversário. É clichê, mas é verdade.

O Internacional foi levemente superior, porque o Grêmio armou uma equipe exageradamente defensiva com medo de levar uns 4×1, talvez. Percebo que ao Tricolor faltou elenco. Depois da escalação eleita de Silas, não havia ninguém além de um apavorado Hugo como arma de reanimação do time. Renato e Douglas, nessas horas, seriam boas opções. Tarde demais.

O infortúnio de D’Alessandro salvou Fossati, que colocou Giuliano no time. Não sabemos como teria sido com o argentino, mas vejo o garoto como opção melhor no momento. O imponente (em Grenais) Índio e toda a defesa se postaram bem diante dos fracos ataques gremistas, assim como as laterais. E Alecsandro nada fez além do definitivo e salvador gol.

Por fim, é importante dizer: a falta ou falha de comunicação entre Silas/comissão técnica/jogadores (assim como acontece entre a instituição e sua torcida) não é desculpa para levar ou não fazer gols.

Os outros resultados do regional ficaram assim:

Universidade 3 x 2 Avenida
Veranópolis 1 x 0 Juventude
Caxias 2 x 0 Novo Hamburgo
Pelotas 5 x 0 Esportivo
Santa Cruz 4 x 1 Inter-SM
São Luiz 5 x 0 Porto Alegre
São José-PA 2 x 0 Ypiranga

O maior matador agora (5ª rodada) é Eraldo. Tendo colaborado eficazmente sete vezes para a liderança incontestável do São Luiz.

Foto: Fernando Gomes/ClicEsportes

Juliana de Brito

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- Misto do Inter vence Avaí pelo Brasileirão
- No último minuto, Grêmio não segura empate diante do Vitória
- Na quarta, Colorado define classificação à final da Copa do Brasil
- Narração do gol de Talles Cunha (não de Alecsandro, como dito erroneamente por esta locutora), na voz do colorado Robert Thieme

Ouça o programa do dia 1º de junho de 2009

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