Feeds:
Posts
Comentários

Posts com Tag ‘Gauchão’

Iniciamos a série de Figuras da Bola com um importante personagem na história do Grêmio: André Catimba. Também é uma homenagem para ele, pois aniversaria no próximo domingo, dia 30. A ideia e execução da série são de Maurício Targino e alguns dos textos foram publicados originalmente no site OleOle.

A imagem é forte demais para ser esquecida. Final do Gauchão de 1977. O Inter, então bicampeão brasileiro, busca o nono estadual seguido. Aos 42 do primeiro tempo, Iúra lança para André, que de pé trocado, vence o goleiro Benítez. Gol do Grêmio.

André corre e tenta dar um salto mortal na comemoração. Sente, segundo o próprio, uma distensão na coxa, não completa o salto e se arrebenta de peito na grama. Sai de campo e vê, do banco, o Grêmio sair da fila graças àquele gol. Naquele momento, André Catimba virava um imortal do futebol.

Mas é injusto lembrar de André Catimba apenas por esse momento. Afinal, antes e depois de arrebentar o tórax na relva do Estádio Olímpico, André já escrevia sua história no futebol brasileiro.

Nascido em Salvador a 30 de outubro de 1946, Carlos André Avelino de Lima começou no Ypiranga-BA em 1966. Chegou ao Vitória no início dos anos 1970 e formou um trio infernal com Osny e Mário Sérgio.

No Ba-Vi decisivo do Baiano de 1971, André aprontou a primeira de suas confusões de que se tem registro. O Bahia vencia por 1×0 e lá pelas tantas do segundo tempo André chutou o goleiro tricolor Renato numa disputa de bola. Começou um quebra-pau entre os jogadores que fez o então governador Antônio Carlos Magalhães descer das tribunas de honra para ajudar a apartar a briga.

No ano seguinte, a desforra. O Vitória conquistou o Campeonato Baiano de 1972 e André marcou o primeiro gol na final contra o Bahia, que terminou em 3×1 para o Vitória. Foi único campeonato vencido pelo Vitória na década de 1970. André jogou no rubro-negro até 1976, quando se transferiu para o Guarani.

No time de Campinas, André jogou menos de um ano. Logo se transferiu para o Grêmio, comandado por Telê Santana. O tricolor gaúcho estava montando um timaço para fazer frente ao rival Inter. Junto com André, chegaram o ponta-esquerda Éder Aleixo, o zagueiro Oberdan, entre outros.

Deu certo. O Grêmio saiu da fila e André Catimba virou um herói eterno pelo gol na decisão e a cambalhota mal-sucedida. Mas foi num outro Gre-Nal, no mesmo ano, que André ganhou o apelido.

Num dado momento da partida, Éder enfiou a mão na cara de Batista. Falcão e Batista correram atrás de Éder, seguidos pelos outros 19 jogadores em campo. Éder chegou ao banco gremista do outro lado do campo e a pancadaria começou. O desequilíbrio a favor do Inter era o zagueiro Gardel, dois metros de altura, ruim de bola mas (muito) bom de briga.

André apontou o indicador para si, depois para Gardel e por fim para a trave. O recado estava dado: “eu e você, atrás da goleira”. Ambos passaram mais de um minuto se encarando, com André gingando, atadura num dos pés, só nos passos de capoeira.

Sem dar uma pancada, André equilibrou a briga a favor do Grêmio e o jogo recomeçou.

Catimba ainda seria campeão gaúcho pelo Grêmio em 1979, se transferindo em seguida para Boca Juniors, Náutico e encerrando a carreira no Ypiranga-BA (clube onde começou) em 1983.

Como técnico, Catimba comandou o Vitória em 31 partidas, entre 1989 e 1990, fazendo parte da campanha do bicampeonato baiano. Tornou-se assim um dos três únicos rubro-negros campeões como jogador e técnico, ao lado de Arthurzinho e Agnaldo Liz.

Apesar da fama conquistada, André não era desleal. Suas expulsões foram muito mais consequência da malandragem, como provocar o craque do time adversário para enervá-lo e tirá-lo de campo, nem que tivesse que ir junto.

Aos quase 65 anos – completa neste 30 de outubro –, André Catimba vive na sua amada Salvador, longe da bola. Idolatrado pela torcida do Vitória e principalmente pela do Grêmio (Catimba está na calçada da fama do Estádio Olímpico), graças a um gol e uma malfadada cambalhota numa tarde de 25 setembro de 1977.

Por Maurício Targino

Read Full Post »

Foi difícil passar por essas férias do futebol brasileiro. Complicado se submeter a acompanhar a Copa SP de futebol júnior na Rede Vida, ser assombrada por notícias do aplique do Richarlyson ou digerir especulações de contratações. Antes que eu fizesse o erro de me transferir para a Europa, no auge de suas competições, ressurge a salvação: o Campeonato Gaúcho 2010.

Gauchão é competição para macho. É campeonato para torcedor corajoso

Obviamente, os refinados leitores/ouvintes sabem que acabo de destilar minha ironia em Francisco Noveletto nessa última frase. O Gauchão está longe de ser não é meu campeonato favorito. Com precariedades, é o futebol de volta. É a competição-treino para o Grêmio e o grande teste para os moleques do Internacional. É a redenção de velhacos como Sandro Sottili e Gavião. A chance dos iniciantes. A possibilidade de Rochemback e Tayson forjarem um futebol de qualidade.

Não obstante, o Gauchão não dá mais a oportunidade de ir ao estádio pagando pouco. Agora, qualquer Inter x Ypiranga custa R$ 30. E um Grenalzinho em Erechim, então, não sai por menos de R$ 60. Depois de tudo isso, o fio de esperança é conferir a preparação para as competições nacionais e internacionais. Quero ver até quando Fossati e Silas serão elegantes com a imprensa. Mas, por favor, Gauchão, não me faça desistir e ir para a Europa ou, pior, acompanhar o Cariocão.

Surpreendentemente ou não, os marcadores ficaram assim:

São Luiz 1 x 0 Avenida
Universidade 1 x 2 Novo Hamburgo
São José-PA 2 x 2 Juventude
Caxias 1 x 1 Inter-SM
Pelotas 2 x 3 Grêmio
Santa Cruz 3 x 1 Esportivo
Inter 4 x 2 Ypiranga
Veranópolis 5 x 1 Porto Alegre

E temos quatro goleadores, com DOIS gols cada (número maior que o de feitos por Maxi López longe do Olímpico em 2009). Os matadores são: Ivo (Ju), Leandro Damião (Inter), Kito (Vec) e Flávio Guilherme (Santa Cruz).

Foto: Porthus Junior/ClicEsportes
O título é uma lembrança a Luiz Marenco

Juliana de Brito

Read Full Post »

Inter empata com Juventude em jogo eletrizante
Grêmio vence São Luiz, pelo Gauchão
Seleção se prepara para encarar peruanos no Beira-Rio

Ouça o programa do dia 30 de março de 2009

Read Full Post »

Inter vence mais uma no Campeonato Gaúcho e mantém a melhor campanha
Com time misto, Grêmio ganha a primeira no returno
Narração do gol de Taison, por Gabriel Gabardo

Ouça o programa do dia 17 de março de 2009

Read Full Post »

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.