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Posts com Tag ‘goleiro’

Por Maurício Targino

mazurka

Campeão da Libertadores e do Mundial com o Peñarol.

Campeão da América com o Uruguai.

Campeão brasileiro com o Galo.

Melhor goleiro da história do seu país.

Sucessor do maior de todos, Lev Yashin. Ungido pelo próprio e sempre trajado de negro, tal qual o mestre.

Entrou para a história por causa de um jogo. Por causa de dois lances. Por causa de um jogador.

Mazurkiewicz cobra mal o tiro de meta.

Pelé chuta de primeira, antes que abola chegue ao meio de campo.

Mazurkiewicz defende.

Pelé deixa a bola passar.

O camisa 10 dá a volta em Mazurkiewicz.

Conformado, apenas espera a conclusão da obra-prima no estádio Jalisco.

Pelé chuta. Para fora.

Tantos títulos, tantas defesas. E o que fica para a eternidade? Duas jogadas como mero coadjuvante.

Vida de goleiro é foda.

Descanse em paz, Mazurka.

*Maurício Targino é torcedor do Sport e colaborador deste blog.

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Hoje, faria 100 anos.


Comandou a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Foi goleiro do Botafogo e Palmeiras.

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Breve biografia
Centenário de um Mestre

 

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Há bem pouco tempo, se ouviam gritos consistentes e irrefutáveis de exaltação ao melhor goleiro do Grêmio nos últimos anos. “Ão, ão, ão, Victor é Seleção”, arriscavam muitos; “Fica, Victor”, imploravam outros. E por toda a dita coerência do técnico do escrete brasileiro, uma das poucas surpresas na convocação foi a ausência do nome de Victor Leandro Bagy na lista.

Grêmio levou 12 gols nos últimos quatro jogos

Muito lembrado por suas grandes defesas e inteligência acima da média de outros profissionais da grande área, Victor agora é questionado. Pairam sobre as traves do defensor suspeitas sobre a capacidade de passar por momentos de pressão. Talvez coincidentemente, uma fase ruim em campo – natural de qualquer grande jogador – surja justamente quando Dunga o pretere. Ou, como muito se tem cogitado, ao contrário: Victor falha quando não se conforma com a não convocação.

É tão esporádico o erro que, quando acontece, automaticamente, inicia-se um debate sobre a real dificuldade da jogada e o real talento de Victor. A inutilidade dessa discussão está no fato de que são apenas suposições. Não ousaria duvidar da qualidade de Victor. O Brasil viu por mais de dois anos grandes atuações do goleiro. Uma prova muito maior do que estes pequenos fragmentos de atuações ruins, de falhas estranhas.

Victor já falhou em clássico. Mas pergunto: se não fosse Victor, onde estaria o Grêmio?

O problema é que a imprecisão de Victor tem se instalado em jogos de maior importância, como Grenais e partidas de mata-mata. Alguns levantam a hipótese que a braçadeira atrapalha o goleiro gremista. Ele necessita fazer as funções de capitão e goleiro. Contestar a arbitragem, gritar, acordar e orientar o time e, ao mesmo tempo, ser o maior responsável por não deixar a bola entrar é muito para um único jogador – ou, talvez, é demais para Victor.

Aí, Silas erra. O camisa 1 é o líder do grupo, um dos poucos que resistiu às mudanças e, como já dito, tem inteligência. Mas o bom capitão precisa se multiplicar em campo e o arqueiro tem apenas se dividido. Acaba por se atrapalhar com o peso dos encargos. Faz uma das funções bem e outra não. Ou peca nas duas. Soma-se a tudo isso a constatação de ser o ídolo da torcida.

No atual grupo do Grêmio, ser idolatrado é uma exclusividade de Victor. Isso deve potencializar a restauração da muralha. Aliás, nunca faltou incentivo e carinho para Victor. A vontade de um dia representar o país como titular e a ânsia por taças devem ser os motivadores de qualquer jogador. O goleiro tricolor precisa estagnar as críticas com a frieza dos grandes, com o trabalho esmagador que sempre fez. Para não encobrir sua capacidade, seu talento e sua qualidade, Victor precisa abandonar a braçadeira.

Fotos: Diego Vara/ClicEsportes

Juliana de Brito

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“A vida é um eterno perde e ganha”. Já dizia Marcelo D2, ao qual não tenho nenhuma admiração ou apego: “Um dia a gente perde, no outro a gente apanha” ou “um dia a gente perde, no outro a gente ganha”. Não sei bem, pois a letra se abrigou na minha mente sem permissão, por osmose. O negócio é que quando se refere a Bruno Fernandes das Dores de Souza eu preferia a aplicação da primeira frase. Não alimento nem desejo sentimentos ruins ao goleiro do Flamengo. Mas Bruno nunca me convenceu, nunca me persuadiu.

"O que o mundo chama de mérito e valor são ídolos que têm apenas nome, mas nenhuma essência. A fama que vos encanta, vós altivos mortais, com um doce som, e que parece tão bela é um eco, um sonho, melhor que um sonho, uma sombra, que a cada sopro de vento se dispersa e desaparece". Segura essa do Torquato Tasso, Bruno

Apesar de uma trajetória de sucesso, sempre apresentou oscilações. Começou no Atlético-MG, como reserva de Danrlei, foi para o Corinthians, onde já demonstrou todas suas dificuldades de relacionamento quando sequer vestiu a camisa do clube e, então, chegou ao Flamengo. Tornou-se líder, ídolo e titular.

Porém, demonstra, cada vez mais, ter traços de um boçal em sua personalidade. Quem sou eu para julgar caráter de jogador de futebol, afinal? Ninguém. Mas ainda acredito na utopia de que nossos “heróis” devem ir além do bom futebol – o que, de todo, não é o caso de Bruno –, e inspirar bons exemplos em nossos jovens (vide Victor).

Não raro, penso que o goleiro rubro-negro tem uns quarenta anos de idade. Fala muito e com a segurança de quem já viveu o bastante para habilitar suas opiniões. Mas não. Bruno é imaturo com seus 25 – cinco atuando como profissional. Na semana passada, fez pior que em muitos de seus frangos. Questionou: “Quem de vocês aí nunca saiu na mão com a mulher?”. Pessoas que não estão na cadeia ou não têm problemas mentais, responderam com um “não” óbvio.

Se conseguir, reflita

Daí me vem com a falácia de que Bruno tem que fazer dentro de campo, que pegou dois pênaltis no clássico contra o Vasco (na sequência, pela Libertadores, de novo, perdeu, apanhou). É em atitudes que se criam ídolos. E Bruno se embaraça sempre que parte para a ação. Tem um discurso perturbado, como Souza – com a diferença que o meia gremista deve ser um pouco mais inteligente. O arqueiro ganhou minha antipatia com frases do tipo “Torcida atrapalha” e notícias como “Bruno, do Flamengo, é acusado de agressão”. Eis um ídolo que não sabe admitir o próprio erro ou o mérito do adversário. Bruno deve baixar o tom – e a mão.

Opa!

Fotos: Arquivo O Globo e Eduardo Peixoto, Globoesporte.com

Juliana de Brito

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Vivem dizendo por aí que goleiro é uma posição ingrata no futebol. Discordo. Penso que é uma função especial e peculiar. Uma profissão que caminha entre o insólito e o belo. O goleiro intercepta o objetivo principal deste esporte e, por outro lado, salva uma nação com o seu reflexo.

“Quem vai jogar no gol?”. Essa pergunta tramita nos olhares de todos os garotos sedentos por marcar gols e que se sentem angustiados de ter que arcar com essa responsabilidade. Lamento ouvir despautérios sobre o homem das luvas no futebol. “Goleiro é o jogador de linha que não deu certo”. Uma mentira, pois é preciso talento para se jogar no chão e, segundos depois, pular. É necessário também uma boa dose de coragem e um bom caráter. Por isso, desde criança, é perceptível o quão difícil é encontrar alguém que de livre e espontânea vontade escolha ir para o gol.

Vibra, Victor! (a foto eu peguei deste reduto chamado internet)

Vibra, Victor! (a foto eu peguei deste reduto chamado internet)

Não sei se a escolha vocacional de Victor Leandro Bagy foi por acaso ou forçada – como é a da maioria dos goleiros. Mas em uma análise de quase dois anos afirmo que ele fez uma escolha certeira. O talentoso goleiro do Grêmio trouxe de volta a confiança do torcedor com relação ao arqueiro. Surgiu no fim de 2007 para afugentar o medo que acompanhava os gremistas por cerca de seis anos. Fora nas quatro linhas, ele é bem articulado e inteligente. Victor vale o ingresso pago para assistir ao esporte bretão no Olímpico. Em suas últimas atuações, Victor saiu cortejado pelos torcedores e elogiado euforicamente pelos adoradores do futebol.

Isso porque o goleiro tricolor corresponde a todas as características de um bom defensor. No entanto, traz essas características em uma versão aperfeiçoada. Sabe cobrar um tiro de meta como há tempos não se via por aqui. Victor, aliás, parece entender que tiro de meta não é apenas um chute para frente. É sim um passe para seus companheiros. Nos ataques resultantes de cruzamentos curtos, ele fecha os cantos. Em cruzamentos longos, Victor flerta com a bola em toda sua trajetória. Victor simplifica. Em qualquer situação, vai ao encontro dela no ponto mais alto. Victor dispensa a perigosa técnica do soco.

Victor Leandro Bagy une técnica, muito trabalho e talento. Faz perfeitas movimentações. Salta com agilidade e automatismo. Tem um reflexo ligeiramente incrível e uma envergadura espantosamente sobrenatural. Victor, acima de tudo, não faz firulas, não dança e não rola com a pelota nos braços. Victor deve figurar na Seleção Brasileira e ganhar títulos. De Santo Anastácio para o mundo, Victor merece a cada espetacular espalmada soltar aquele grito denso e insistente preso na garganta de quem vive de futebol.

PS.: Um abraço para todos corajosos goleiros peladeiros.

Vejam recentes imagens de um homem virando uma muralha:

Juliana de Brito

UPDATE (01/09/09, 20h05min): dois dias depois da publicação deste texto, o site GloboEsporte.com apresenta uma entrevista com o goleiro Victor que, antes de ser um complemento deste esboço de perfil que fiz, serve também como indicação de boa leitura. Ótimo texto!

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