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Posts com Tag ‘Tcheco’

Polêmicos, realistas ou chatos, nos últimos tempos os corneteiros do futebol foram potencializados pelas redes sociais. No twitter, o Corneta Colorada e o Corneta Tricolor são percussores do orgulho desta filosofia de vida. Para entender um pouco mais as ideias da espécie, o Not Fut convidou os ilustres representantes para um bate-papo corneteiro e divertido:

Como vocês definem o corneteiro?
@cornetacolorada: O corneteiro é aquele está certo quando todos os demais estão errados.
@cornetatricolor: Ou seja, aqueles que acreditam que o Tcheco nunca jogou bola.

O corneteiro mal informado é potencialmente um corneteiro da social, daqueles que só fazem mal ao time?
@cornetatricolor: O corneteiro mal informado é só um chato. O torcedor incondicional mal informado é cego. Muito mais nocivo.
@cornetacolorada: O apoio incondicional é cego? Deve ser por isso que a gurizada do Grêmio vive se esbarrando da arquibancada na hora do gol.

Eu já mandei alguns corneteiros tomarem no cu. Vocês sofrem preconceito?
@cornetatricolor: Olha, se eu tomasse no cu talvez sofresse menos preconceito. Já fui zoado por atleticano depois do empate com o América. Não pode existir bullying maior.
@cornetacolorada: O primeiro jogo do Inter que eu fui foi contra o Olímpia. Eu torci pelo Inter nos anos 90. O que a experiência me ensinou é a não dar a mínima para os que os outros dizem, mesmo quando eles pareçam estar certos.

Como é a relação dos corneteiros da dupla? Certamente vocês se identificam.
@cornetatricolor: A identificação existe nos momentos de alegria conjunta. Levei o @cornetacolorada no Olímpico para ver o Corinthians cair. Grande momento para o Estado.
@cornetacolorada: A gente se diverte bastante falando de futebol. Futebol é para ser diversão, não briga entre xiitas. Futebol é alegria, já dizia o Ronaldinho.

Quem mais inspira a corneta pra vocês?
@cornetacolorada: Minha inspiração é o torcedor anônimo que não xinga, mas faz piada. O humor é mais forte que a ofensa.
@cornetatricolor: Meu tio que tenta continuar domando cavalo aos 78 anos.

Qual o maior ídolo do @cornetacolorada e do @cornetatricolor?
@cornetacolorada: Grandes corneteiros. No Brasil, Paulo Francis e Nelson Rodrigues e fora H.L. Mencken e Ewelyn Waugh.
@cornetatricolor: Não tenho um ídolo. Gosto de ver comentários carregados de afetação, como esse acima. Dignos de serem corneteados.

Atualmente, qual o principal alvo das cornetas?
@cornetacolorada: Um corneteiro não pode ter ídolos. Fernando Carvalho e a ideologia do volantismo são o grande mal hoje no Inter.
@cornetatricolor: Olha, é um alvo bem amplo hoje, chega a passar das quatro linhas.

Afinal, qual o time ideal para o corneteiro?
@cornetacolorada: Não existe time ideal. Não existe perfeição. Tudo é corneteável, menos o sagu da minha avó.
@cornetatricolor: Tudo é corneteável. O sagu da tua avó é muito ruim.

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Sorria se você é amigo de Ricardo Teixeira

Todos sabem que o maior problema com Carlos Caetano Bledorn Verri sempre foi a falta de conhecimento sobre sua aptidão (ou não) para ser treinador de futebol. Nada se sabia além do Dunga volante, dividido em Eras. Isto é, dizer que ele fez escolhas coerentes parecia uma contradição, exceto depois da gestação da Família Dunga. O que não é o caso – e também já é uma vantagem – de profissionais com experiências clubísticas no comando do selecionado.

Mano Menezes fez um rastro bonito, e por isso tem seus rótulos e predisposições. Alguns juízos (o uso do 4-2-3-1 e a eleição de um bruxo nos grupos) do PASSOBRADENSE logo nos levam a pensar projeções (e até piadas) sobre como se formará a equipe do projeto hexa 2014. Tudo isso a partir do histórico do treinador (algo que Dunga não tinha). A primeira convocação serve para se formar ideias que possivelmente serão arrasadas na hora do vamô-vê. Tomando como base a primeira vez de Dunga, a lista de Mano é alentadora.

Afora o turismo, os primeiros seis amistosos que devem acontecer este ano não nos contarão muita história. Portanto, espero que o novo técnico aproveite bem os próximos passeios. A Família Menezes só mostrará sua alma (ou falta de) quando o jogo for concreto, valendo taça e dinheiro aos cofres da CBF. Além do mais, 2014 NÃO é logo ali e qualquer coisa que for dita agora poderá ser usada contra você no Mundial do Brasil.

Minha escalação a partir dos convocados: Victor; Daniel Alves, Réver, Thiago Silva e André Santos; Lucas, Sandro, Ramires e Ganso; JONAS (ops!) e Pato.

Foto: Júlio César Guimarães/UOL Esporte

Juliana de Brito

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Choram as Tchequetes. Chora o Tcheco

Desde sua primeira passagem pelo Grêmio, de 2006 a 2007, Anderson Simas Luciano, o Tcheco, coleciona carinho e ódio da torcida. Reconhecido como líder da equipe na campanha que levou ao segundo lugar na Libertadores da América de 2007, Tcheco sai sem arrancar muitos lamentos devido a temporada apagada. Quanto às lamúrias, faço uma ressalva, pois não é possível esquecer-se das Tchequetes, grupo de torcedores – principalmente garotas – que acreditam nas qualidades visivelmente já esvaecidas do jogador. Agora, seu destino provável é o Corinthians de Mano Menezes. E, se depender de Tcheco, não será em 2010 que o Timão conquistará o título inédito.

Admito que é perigosa esta minha última afirmação. Afinal, futebol é imprevisível e, por isso, não se pode ter ideias tão definitivas. Mas, com as minhas convicções e meu eterno amor e ódio ao jogador, elencarei os motivos que me levam a esta conclusão. E a primeira, por incrível que pareça, não é culpa dele: se Tcheco for a principal opção de armador para a equipe de Mano – e a direção corinthiana realmente tenha desistido de Riquelme – a tendência é que tudo desande. Tcheco precisa ter, no mínimo, três jogadores a sua volta que carreguem grandes qualidades, como serenidade, habilidade e velocidade, porque ele não é provido destas.

Incorporado no papel de capitão do Grêmio, Tcheco sempre ousou desafiar a arbitragem como se isso fosse de direito. Além do mais, a habitual atitude de segurar a bola toda vez que tocado irritava até torcedores do Grêmio. Essa não é uma característica que possa ser intitulada de esperteza ou malandragem, e sim de burrice. Não que Tcheco seja burro. Mas não é este tipo de ação que se espera de um líder de grupo. Reitero: Tcheco, muito pelo contrário, não é burro. Tem caráter e inteligência, sabe responder à imprensa e cativar o torcedor. Seu problema é de comportamento dentro de campo no melhor momento de uma partida de futebol: o da definição.

Aos 33 anos, não é possível apontar para um ápice na carreira de Tcheco, tanto que no clube que mais atuou (o Grêmio) seus únicos títulos foram dois regionais. Especialmente neste ano, muitos avaliam seu futebol como de um ex-jogador. Como articulador, pouco colaborou com o Tricolor na pífia campanha de 2009. No Brasileirão, o grande número de cartões (11 amarelos), sendo a maioria por reclamação, somado ao fraco desempenho desencadeou em mais cobranças da torcida, do técnico e da direção. Dispensável, só não saía da equipe com mais frequência por falta de opção. Já no fim do campeonato, desaponta o meia-atacante Douglas Costa. E talvez o este também tenha sido um dos fatores para a saída do ex-capitão.

A Era Tcheco já acabou há muito tempo. Porém, só agora, em comum acordo entre direção e jogador, resolveu-se concretizar o fim. Vai embora sem escrever com títulos sua história no Grêmio. O próprio admitiu frustração por não ter conquistado campeonatos de maior visibilidade. Em seus discursos, obviamente, nunca aceitou o papel de indiferente: “Já fechei o pau dentro do vestiário por causa de derrotas e ninguém ficou sabendo”. Pelos resultados, nem imaginamos este tipo de atitude mesmo. Apesar de tudo, cabe isentar Tcheco da culpa total desta apatia, falta de tempero e ausência de ambição que lhe tem sido atribuída. Por fim, é preciso agradecer: obrigada e boa sorte.

Um vídeo que mostra por que a adoração da torcida pelo jogador ultrapassa a alegria dos gols marcados:

Juliana de Brito

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